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Política

Imagem: Reprodução / Rede 98

Race to Zero, Mariana e Novo Cangaço: veja os principais pontos da entrevista de Zema à 98

Governador falou ao Rota 98, na manhã desta sexta-feira (5)

Por Lucas Rage

Prestes a embarcar para Glasgow, na Escócia, onde representa o Brasil na COP26, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), conversou com a Rede 98 na manhã desta sexta-feira (5)

Diretamente de sua casa, em Araxá, Zema falou sobre os desafios do estado para a redução de gases do efeito estufa, os 6 anos da Tragédia de Mariana e a operação da Polícia Militar contra o Novo Cangaço em Varginha, no Sul de Minas.

Veja os principais pontos da entrevista!

Race to Zero

Minas Gerais se tornou o primeiro Estado da América Latina e Caribe a assinar o Race to Zero, compromisso internacional de reduzir a emissão de gases do efeito estufa, até 2050. Para o governador, a medida coloca o estado em sintonia com o mundo. 

“Os países que não aderirem a essa causa, com toda certeza, em um futuro próximo vão sofrer algum tipo de sanção”, afirmou. Para Zema, a iniciativa pode trazer oportunidades de negócios. “A nossa forma de gerar energia vai mudar completamente nos próximos 30 anos, e Minas Gerais vai participar ativamente [dessa mudança] e com isso receberá grandes investimentos. Nós já somos o estado do Brasil com a maior área reflorestada. Com o Race to Zero, é muito provável que venhamos a ter muito mais. Isso significa mais investimentos, mais empregos”, completou. 


Zema ainda citou mais investimentos em tecnologia e energias renováveis, como a fotovoltaica e a modernização de hidrelétricas. “Quem aderir a estas propostas [do Race to Zero] com toda certeza terá mais mercado. Estamos caminhando para um mundo onde ficará muito claro o seguinte: o aço que você vende é um aço verde ou um aço poluidor? O minério de ferro que você vende é verde, ou poluidor? Precisamos estar inseridos nesse contexto, inclusive para vendermos nossos produtos”;

6 anos de Mariana

Zema abordou ainda o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, que completa hoje 6 anos. Crime ambiental deixou 19 mortos e devastou comunidades inteiras, e continua sem respostas.

“Foi criada uma burocracia muito grande. Sei que a intenção foi nobre, a intenção foi reparar da melhor maneira possível. Mas faltou uma questão mais prática, uma questão de agilidade. Não adianta eu te ressarcir, nos mínimos detalhes, se isso vai levar 20 anos. Talvez um ressarcimento que não seja tão preciso seja melhor, se ele acontecer no prazo de um ano”, afirmou Zema.


O governador falou ainda em uma revisão das medidas tomadas até o momento, tendo como moldes o acordo de Brumadinho. “O Ministério Público do Estado, o Ministério Público Federal, a Advocacia-Geral da União, juntamente com o Espírito Santo, estamos revendo tudo que foi feito naquela ocasião, principalmente o funcionamento da Fundação Renova. Por que da forma que está vamos levar mais 50 anos, e talvez a reparação não seja concluída. Há muitas assembleias, conselhos, deliberações de consultorias, e tudo isso trava.

Precisamos encontrar um caminho diferente, talvez assemelhado ao que fizemos na Tragédia de Brumadinho, onde hoje os recursos já estão se transformando em estradas, em hospitais, e levando melhorias para o povo mineiro — que sofreu muito com essa tragédia, que foi afetado por ela”.


Novo Cangaço

Por fim, Zema comentou o título de Estado mais seguro do país, conquistado por Minas Gerais em levantamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública. “Isso demonstra que uma gestão focada na competência das pessoas, em metas, dá resultado. Isso mostra que estamos no caminho certo em Minas Gerais”.

O governador rebateu ainda as críticas que vem sendo feitas à operação da Polícia Militar de Minas Gerais contra o Novo Cangaço, em Varginha. "Vidas perdidas sempre serão lamentadas. Está sendo feita uma apuração, inclusive pelo próprio Ministério Público de Minas Gerais. Os fatos vão ficar comprovados, que se tratava de um grupo criminoso fortemente armado — praticamente um grupo terrorista que utiliza [pessoas] de escudo humano”, afirmou.


“Lembrando que a nossa Polícia Militar é considerada a de menor letalidade do Brasil. Comparativamente com outros estados, bandido leva tiro somente em último caso. O que me consta é que os bandidos foram abordados, e revidaram. O que se travou ali foi quase que uma guerra — quando há uma guerra, há tiro de ambos os lados. Não foi só a polícia que deu tiro não, isso precisa ficar muito claro”.

Zema descartou ainda a possibilidade de excessos, por parte da PMMG. Esse pessoal não estava lá para fazer churrasco, para fazer festinha de aniversário. Eles estavam lá com um arsenal e matariam pessoas se fosse necessário para conseguir seus objetivos”, finalizou. 

Veja a íntegra da entrevista com o Governador Romeu Zema!


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