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Política

Imagem: Divulgação/Cruzeiro

STJD aceita pedido do Cruzeiro e libera volta da torcida e cumprimento de perda de mando

"Na decisão, o presidente do STJD, Otávio Noronha, pontua que não cabe à CBF "se imiscuir e negar vigência à execução do conjunto de medidas adotadas para a retomada gradual das atividades"

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Lucas Ragazzi

Jornalista dos programas Central 98 e 98 Talks, especialista em política


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) aceitou a liminar do Cruzeiro para o retorno de público nos jogos no Mineirão, seguindo os protocolos definidos pela Prefeitura de Belo Horizonte. O clube entrou com o pedido na manhã desta quinta-feira (29) e pode, agora, iniciar o cumprimento da punição de perda de mandos de campo nos próximos jogos, além de liberar a entrada de torcedores depois. 

Na decisão, o presidente do STJD, Otávio Noronha, pontua que não cabe à CBF "se imiscuir e negar vigência à execução do conjunto de medidas adotadas para a retomada gradual das atividades – inclusive com reflexos na economia – do Estado, por lhe faltar, além de competência, o adequado respaldo técnico e a legitimidade atribuída aos governantes democraticamente eleitos".

A CBF, até o momento, mantém a política de que os torcedores só poderão retornar aos estádios depois que todos os clubes puderem retornar ao mesmo tempo. Na avaliação do Cruzeiro, isso prejudica as equipes de cidades que já possuem índices mais controlados da pandemia. 

Na terça-feira (27), a Prefeitura de BH liberou público de até 30% do limite do Mineirão e do Independência, com a obrigatoriedade, ainda, do uso de máscaras e teste PCR negativo para entrar na arquibancada. Os torcedores terão, ainda, que manter distanciamento.

"No caso, é de se presumir que a decisão da Prefeitura de Belo Horizonte, conta, esta sim, com o respaldo técnico necessário para a decisão tomada pela Edilidade, observados critérios e dados técnicos e científicos. Lado outro, é fato notório, que hoje no Brasil, já vêm ocorrendo diversas competições de Futebol – como Copa América e Taça Libertadores da América – onde, contando com a autorização das autoridades sanitárias locais, houve a presença de público, em nada se justificando a negativa de vigência pela CBF das orientações das autoridades competentes, em detrimento do interesse da Agremiação requerente", escreve Noronha.

* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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