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Imagem: Deborah Lima / Rede 98

Vetos de Zema são derrubados e reajuste extra é dado à segurança, saúde e educação

Deputados da base do governo afirma que Zema irá a Justiça para impedir o aumento extra


Por João Henrique do Vale e Deborah Lima

Os deputados estaduais derrubaram os vetos do governador Romeu Zema (Novo) ao projeto de reajuste salarial dos servidores estaduais. Em reunião extraordinária na Assembleia Legislativa, que começou de manhã e terminou no início da tarde, 55 parlamentares votaram a favor pela rejeição dos atos do Executivo,três optaram pela manutenção. Para a derrubada eram necessários 39 votos. 

Com a decisão, as mudanças propostas pelos deputados no projeto de lei original do reajuste salarial passam a valer. Ou seja, reajustes adicionais de 14% para servidores civis e militares da segurança pública, e para os trabalhadores da saúde. Também concede mais 33,24% para servidores da educação, a fim de que seja cumprido o piso salarial nacional.

O texto com as mudanças segue agora para o governador Romeu Zema que terá 48 horas para sancionar as mudanças

O deputado Guilherme da Cunha (Novo), vice-líder do bloco partidário que reúne as legendas aliadas ao Palácio Tiradentes, adiantou que Zema deve recorrer a Justiça para evitar o reajuste extra. 

Questionamento dos deputados 

A reunião aconteceu em clima tenso. As galerias foram abertas e diversos servidores da educação, saúde e segurança pública, se manifestavam a cada discurso de deputados. Vaias e aplausos foram constantes durante toda sessão. 

O deputado Guilherme da Cunha utilizou os microfones para pedir a manutenção dos vetos. Ele classificou como inconstitucionais e inexequíveis os adicionais para saúde, educação e segurança, informando que o impacto da derrubada do veto é de R$ 9 bilhões por ano. “A população pagará a conta”, afirmou. 

A deputada Beatriz Cerqueira (PT) criticou o Governo de Minas e disse que o executivo tem dinheiro em caixa para fazer o pagamento aos reajustes extras. “O governador e o partido Novo mentem à população quando dizem que não há dinheiro para custear o pagamento do piso nacional da educação e ignoram a Constituição e as decisões do Judiciário”, comentou. 

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