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Saúde

Imagem: Marcello Casal Jr / Agência Brasil

Brasil chega a 600 mil mortos pela covid-19

O número de vítimas do novo coronavírus é maior que a população de sete capitais do Brasil

Por Estadão Conteúdo

O Brasil atingiu nesta sexta-feira (8) a marca de 600 mil mortos pela covid-19 - mais gente do que as populações de sete capitais do País, como Florianópolis e Vitória. O balanço mais recente, divulgado nesta tarde, contabiliza 600 077 vítimas, segundo o consórcio de veículos de imprensa.

Conforme balanço da Fiocruz, entre 12 e 25 de setembro o total de hospitalizados no País caiu 27,7% e o de óbitos, 42,6%. Em 25 Estados, a taxa de ocupação de leitos de UTI covid é inferior a 60% - exceto Distrito Federal e Espírito Santo.

Em relatório do Observatório da Covid-19, da Fiocruz, o fim da crise sanitária é previsto para os primeiros meses de 2022. "Mas o fim da pandemia não representará o fim da 'convivência' com a covid-19, que deverá se manter como doença endêmica e passível de surtos mais localizados", diz o texto.

Vacina

Diferentemente dos EUA, onde a hesitação resultou em uma nova escalada de óbitos, 69,7% dos adultos já tomaram ao menos uma dose no Brasil, ante 64% entre os americanos. "A vacinação já está incutida no caráter cultural da sociedade, isso nem as fake news conseguiram destruir", avalia o médico José Cherem, da Universidade Federal de Lavras (UFLA).

A gestão Bolsonaro no combate à pandemia têm sido alvo de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. Fora do Congresso, também há busca por reparação e responsabilização. "Meu luto foi luta desde o início", conta Paola Falceta, à frente da Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19. A entidade apoia parentes de mortos pelo coronavírus nos pedidos trabalhistas e previdenciários, além de pleitear indenização do poder público.

Além do represamento de consultas, exames e cirurgias na quarentena, a pressão dos que tiveram da covid será um desafio para gestores de saúde. "Uma parte da população, que foi infectada e não morreu, está com problemas musculares, respiratórios, renais, cardiológicos e neurológicos", alerta o médico sanitarista da USP, Gonzalo Vecina. "A covid longa dura seis meses ou mais, com necessidade de apoio fisioterápico, social e psicológico."

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