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Imagem: Brian Mary/ CDC

'Chamado à ação' diz Casa Branca sobre status de emergência da Varíola dos Macacos

OMS elevou alerta para a monkeypox no sábado (23); Brasil tem casos confirmados


Por Estadão Conteúdo

O coordenador da Casa Branca para o escritório de pandemia, Raj Panjabi, saudou a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de declarar a varíola dos macacos como uma emergência global de saúde. Em comunicado, Panjabi afirmou que a medida representa um "chamado à ação" para que a comunidade internacional controle a disseminação do vírus.

"Uma resposta internacional coordenada é essencial para impedir a propagação da varíola, proteger as comunidades com maior risco de contrair a doença e combater o atual surto", defendeu.

O médico acrescentou que o governo americano implementou uma "estratégia robusta" no combate ao patógeno, com aumento na produção e distribuição de vacinas e no acesso a testes. "Devemos intensificar nosso trabalho para combater agressivamente esse vírus e proteger as comunidades nos Estados Unidos que foram afetadas pela varíola dos macacos", afirmou.

Decisão sem consenso na OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) decidiu no sábado (23) declarar que a varíola dos macacos configura emergência de saúde pública de interesse internacional. O anúncio foi feito pelo diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, durante coletiva de imprensa.

A decisão não foi consensual entre membros do Comitê de Emergência da OMS, mas o diretor-geral decidiu ir adiante com a declaração. Ele destacou que o vírus tem se espalhado rapidamente por diversos países, o que aumenta o risco de disseminação internacional. Outra preocupação expressada por Tedros diz respeito ao potencial do vírus de interferir em viagens de um país para outro, como ocorreu com a covid-19. No entanto, a OMS ainda considera o risco baixo.

A varíola dos macacos é uma causada por um vírus e transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode se dar por meio de abraço, beijo, relações sexuais ou secreções respiratórias. A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo infectado.

Uma das preocupações da OMS é com o estigma que a doença pode provocar, uma vez que a maioria dos contaminados são homens que se relacionam sexualmente com outros homens, especialmente aqueles com múltiplos parceiros.

“Em acréscimo às nossas recomendações aos países, também chamo as organizações da sociedade civil, incluindo aquelas com experiência no trabalho com pessoas HIV positivo, para trabalhar conosco na luta contra o estigma e a discriminação”, disse Tedros.

Brasil tem 696 confirmações da doença

O Ministério da Saúde confirmou, até o sábado, 696 infecções da Monkeypox no Brasil.

O estado com o maior número de infecoes é o Rio de Janeiro (506) seguido por São Paulo (102). Minas Gerais ocupa a terceira colocação, com 33 casos confirmados.

(Com informações da Agencia Brasil)

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