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Saúde

Cidades mineiras correm para garantir vacina contra covid de forma independente

Além da capital, outros municípios anunciaram que fizeram pedido de compra independente diretamente ao fabricante da vacina

Por Marcello Oliveira

Várias cidades do Brasil estão correndo para tentar garantir doses suficientes de vacina contra a Covid-19 para cobrir boa parte de suas populações. A aposta da maioria das prefeituras está na russa Sputnik, mas o processo pode não ser tão simples.

O prefeito de Pouso Alegre, no Sul de Minas, Rafael Simões, gravou um vídeo ao lado do presidente da farmacêutica União Química, Fernando de Castro Marques, afirmando que a empresa vai disponibilizar cerca de 400 mil doses da vacina Sputnik contra a Covid-19 para Pouso Alegre e região

 A empresa pretende começar a produção comercial do imunizante em larga escala no Brasil a partir do próximo mês.

  “Conversando aqui com Fernando, ele explicou para mim que as 10 milhões de doses, que já foram compradas na Rússia, serão disponibilizadas para o Governo Federal. Mas tem uma boa notícia aí. Que a partir de abril estará fabricando Sputnik no Brasil e que vai disponibilizar para Pouso Alegre e microrregião pelo menos 400 mil doses”, contou no vídeo o prefeito

 “Esse esforço nosso de produzir a Sputnik em território brasileiro, tanto o IFA como o envase feito aqui no Brasil para atender essa tragédia que nos encontramos hoje, com relação essa doença Covid-19. Então, assim que iniciar a produção, e tiver a produção local, na segunda quinzena de abril, a gente vai priorizar algumas prefeituras nesse atendimento, até que o plano nacional de vacinação cubra tudo”, afirmou o presidente da União Química.

Além de Pouso Alegre, outras cidades de Minas anunciaram a intenção de compra da vacina russa. Contagem, na Região Metropolitana, diz ter enviado ao consulado da Rússia um protocolo para compra de 1,3 milhão de doses.

 Também na Grande BH, Betim foi um dos primeiros municípios do Brasil a anunciar a compra independente de uma vacina contra o coronavírus. O prefeito Vittorio Medioli informou a compra de 1,2 milhão de doses da Sputnik para imunizar 600 mil pessoas em Betim, entre residentes e pessoas que trabalham e utilizam serviçoes na cidade, chamada de população flutuante. Segundo a prefeitura, as vacinad deverão chegar ao município em abril.

 Pedro Leopoldo, outro município da Grande BH, iniciou um processo de negociação para a compra de 100 mil doses também da Sputnik. Os detalhes e status da negociação com o laboratório que produz a vacina não foram revelados. Em Belo Horizonte, o prefeito Alexandre Kalil anunciou em coletiva para a imprensa que fez um pedido de compra de 4 milhões de doses da Sputnik. A quantidade de vacina anunciada pela prefeiturta de BH é o suficiente para imunizar 85% da população da capital mineira. O contrato da aquisição será assinado ainda nesta segunda-feira (14). Cada dose da Sputnik está sendo vendida aos municípios ao valor de USD 10. O montante desembolsado em Belo Horizonte, por exemplo, será de R$ 200 milhões.

A compra da vacina russa Sputnik por estados e municípios só se tornaram possíveis graças a uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que permite a compra das doses de forma independente. Apesar de prefeitos e governadores se adiantaram à compra do imunizante, a vacina ainda não passou pelo crivo da ANVISA, mas por ela já ser aprovada pelo órgão regulador da Rússia e da Argentina, a agência brasileira terá sete dias úteis para analizar a vacina após o pedido de uso por parte do comprador.

A Sputnik já usada na Argentina, Bolívia, Paraguai, Venezuela, México, Hungria, Emirados Árabes.

A tecnologia da Sputnik V é similar à da vacina de Oxford/AstraZeneca, contendo a chamada proteína spike do Sars-Cov-2, o vírus da família coronavírus responsável por causar a doença covid-19. Ambas as vacinas podem ser guardadas em temperatura de geladeira (dois a oito graus), o que facilita a logística da distribuição.

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