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Saúde

Conselho Nacional de Secretários de Saúde pede "toque de recolher" em todo o país

Carta publicada hoje pelo Conass alerta que "Brasil vive o pior momento da pandemia"

Por Lucas Rage

(João Henrique do Vale / 98 Live)

“O Brasil vive o pior momento da crise sanitária provocada pela COVID-19”, a afirmação integra carta publicada, nesta segunda-feira (1),pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass)

No documento, o grupo acende o alerta para os novos casos da doença pelo país, e pede o endurecimento da fiscalização e das normas de distanciamento social nos municípios.

“A ausência de uma condução nacional unificada e coerente dificultou a adoção e implementação de medidas qualificadas para reduzir as interações sociais que se intensificaram no período eleitoral, nos encontros e festividades de final de ano, do veraneio e do carnaval”, aponta o manifesto. “O relaxamento das medidas de proteção e a circulação de novas cepas do vírus propiciaram o agravamento da crise sanitária e social, esta última intensificada pela suspensão do auxílio emergencial”, completa.

A carta do Conass tece críticas ainda à baixa cobertura vacinal, bem como a lentidão na oferta de imunizantes no Brasil. 

Entre as medidas citadas para evitar o colapso das redes pública e privada de saúde, o grupo elenca:

  • A restrição em nivel máximo nas regiões com ocupação de leitos acima de 85%;
  • a proibição de eventos presenciais como shows, congressos, atividades esportivas e correlatas em todo o território nacional
  • a suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país;
  • o toque de recolher nacional a partir das 20h até as 6h da manhã e durante os finais de semana;
  • o fechamento das praias e bares;
  • a adoção de trabalho remoto sempre que possível, tanto no setor público quanto no privado; 
  • a instituição de barreiras sanitárias nacionais e internacionais, considerados o fechamento dos aeroportos e do transporte interestadual;
  • a adoção de medidas para redução da superlotação nos transportes coletivos urbanos;
  • a ampliação da testagem e acompanhamento dos testados, com isolamento dos casos suspeitos e monitoramento dos contatos;

O grupo pede ainda “o reconhecimento legal do estado de emergência sanitária e a viabilização de recursos extraordinários para o SUS, com aporte imediato aos Fundos Estaduais e Municipais de Saúde para garantir a adoção de todas as medidas assistenciais necessárias ao enfrentamento da crise”.

A carta fala ainda na implementação imediata de um Plano Nacional de Comunicação, com o objetivo de reforçar a importância de medidas de prevenção.

O grupo pede também a adequação legislativa de condições contratuais para a compra de vacinas contra a Covid, e a aprovação de um Plano Nacional de Recuperação Econômica, com o retorno imediato do auxílio emergencial.

Até o presente momento, mais de 254 mil vidas foram perdidas pela Covid-19, em todo o Brasil.

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