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Saúde

'Dose de reforço será necessária para todas as vacinas', afirma Dimas Covas

Covas ainda explicou que o prazo de 28 dias para que o cidadão receba a segunda dose da Coronavac é o "ideal" para completar o esquema vacinal

Por Estadão conteúdo

Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado


Em depoimento à CPI da Covid, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou nesta quinta-feira (27) que enxerga a necessidade de uma dose de reforço para todas as vacinas contra a covid-19, principalmente em razão das variantes da doença que circulam atualmente. "Sobre terceira dose: tenho chamado de dose de reforço. Isso será necessário para todas as vacinas, não só em relação a duração da imunidade, mas também em relação as variantes, que colocam dificuldade maior para as vacinas", disse em resposta a senadora Simone Tebet (MDB-MS), que o questionou sobre os números de eficiência das duas doses de Coronavac.

"Uma dose adicional já com as variantes já está sendo pesquisada inclusive pelo Butantan, que já incorpora variante P1 nos estudos, inclusive com a Butanvac", relatou o diretor do instituto.

Covas ainda explicou que o prazo de 28 dias para que o cidadão receba a segunda dose da Coronavac é o "ideal" para completar o esquema vacinal. Ele explicou, no entanto, que se a segunda dose for tomada posteriormente, não há prejuízo, só uma demora a mais para a pessoa ser completamente protegida.

Bate-boca

Durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito, o senador Marco Rogério (DEM-RO) iniciou um bate-boca com o presidente da Comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM). A discussão começou após Rogério questionar Dimas Covas se "grosserias" e a "agressividade" do governador João Doria (PSDB) não poderiam ter atrapalhado as tratativas com a China para aquisição de vacinas

Rogério se referia ao áudio vazado de uma reunião do governo paulista sobre a importação de vacinas, em novembro do ano passado. Na reunião, Doria, insatisfeito com a demora para importação do insumo, afirmou que a história estava "virando uma novela" e que iria "pegar esse chinês pelo pescoço".

Aziz interrompeu o senador durante seus questionamentos. Para o presidente da comissão, a conversa mostrava a indignação do governador paulista na tentativa de adquirir vacinas, "diferente de outros que não querem", uma referência ao presidente Jair Bolsonaro.

Rogério não gostou da interrupção e pediu para que o presidente contivesse sua "sanha" e que tivesse compostura como presidente da comissão. Aziz pediu respeito ao senador e parabenizou o governador paulista.


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