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Saúde

Imagem: Reprodução Facebook/Prefeitura de BH

Secretário de Saúde de BH diz que capital recebeu 50 mil doses a menos de vacina

Ampliação da vacinação contra Covid-19 para pessoas de 53 a 55 anos e grávidas sem comorbidades está suspensa na capital

Por Carol Torres

O secretário municipal de Saúde, Jackson Machado Pinto, disse que Belo Horizonte recebeu cerca de 50 mil doses a menos de vacinas contra Covid-19 na última remessa entregue pelo governo de Minas Gerais. A afirmação aconteceu em coletiva concedida à imprensa na tarde desta terça-feira (15) e, segundo o secretário, a entrega menor impossibilita a ampliação do público-alvo da campanha de vacinação contra a Covid-19 na cidade.

Esperávamos receber em torno de 70 mil doses, o que seria correspondente a 12% do que o Estado recebeu. E recebemos, para nossa surpresa, 19.336 doses, ou seja, 3,3% do total enviado”, disse o secretário.

De acordo com Jackson Machado, BH recebeu, nas últimas remessas, uma média de 14% do quantitativo enviado pelo Ministério da Saúde à Minas Gerais. 

Público-alvo

A expectativa da Secretária Municipal de Saúde era ampliar a vacinação nesta semana para pessoas de 53 a 55 anos sem comorbidades, além de grávidas sem comorbidades. Por enquanto, a ampliação está suspensa na capital mineira.

Justificativa

O secretário Jackson Machado disse ainda que não foi comunicado sobre a redução e afirmou que a decisão teria partido do Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) da Secretaria de Estado de Saúde (SES). A última remessa chegou no 9 de junho e foi distribuída aos municípios dois dias depois. 

A Rádio 98 procurou o governo de Minas, que enviou a seguinte nota:

Em relação aos critérios de distribuição de vacinas contra a covid-19 em Minas Gerais, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) informa que a ordem dos públicos prioritários a serem vacinados e os critérios para a definição do quantitativo de doses enviadas aos municípios é deliberado pelo Ministério da Saúde. Dessa forma, o estado não tem autonomia para distribuir às cidades minerais quantitativo menor ou maior daquele determinado pelo Ministério da Saúde.

Em cada remessa de vacinas recebida por Minas Gerais, o Ministério da Saúde envia um Informe Técnico com a quantidade de imunizantes disponibilizados para o estado, as estimativas populacionais das cidades e o percentual do grupo prioritário que será atendido. Paralelamente a isso, a SES-MG envia aos municípios os formulários para que adequem as estimativas de cada população priorizada na etapa de vacinação, com o objetivo de obter dados que se aproximem ao máximo possível da realidade de cada município.

Dentro desses critérios, a base de distribuição de vacina que o Ministério da Saúde utiliza para dimensionar os públicos com comorbidades é a base da vacinação de Influenza de 2018, 2019 e 2020. Esse cálculo causou uma diferença na distribuição de doses entre os municípios, fazendo com que as cidades que nas campanhas de vacinação contra a Influenza vacinaram mais pessoas, provavelmente, tenham recebido mais vacinas contra a covid-19.

Para equilibrar essa diferença, foi apresentada nova metodologia de cálculo associada à base de projeção populacional de 18 a 59 anos do IBGE/FJP de 2020 e legitimada em colegiado, tanto no Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES) quanto em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB SES-MG), espaços que contam com a participação de representantes da SES-MG, do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (COSEMS) e do Ministério Público (MP). Neste cenário, a proporção de pessoas com comorbidades passa a ser contabilizada em relação ao total de habitantes de 18 a 59 anos, para que não exista diferença encontrada na base da vacinação contra a Influenza.

Diante disso, foi observado que aproximadamente 14% da população de 18 a 59 anos de cada município corresponde à parcela de pessoas do grupo com comorbidade. Nas últimas remessas, porém, Belo Horizonte recebeu doses correspondentes a 12% da população com comorbidade, enquanto vários municípios receberam quantitativos menores, entre 7% e 8%. Portanto, para equilibrar essa distribuição, a última remessa enviada à capital foi com uma quantidade menor de vacinas, conforme decisão em CIB.

Vale lembrar que a capital mineira recebeu as duas primeiras remessas de Pfizer integralmente para o grupo de comorbidades, totalizando 162.630 mil doses a mais do que os outros municípios mineiros. Segundo o Vacinômetro desta terça-feira (15/6), já foram enviadas ao município 1.675.522 doses de imunizantes contra a covid-19, o suficiente para vacinar mais de 837 mil pessoas, o que corresponde a 33% da população geral de Belo Horizonte que tem 2,5 milhões de habitantes segundo estimativa populacional do IBGE de 2020.

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