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Saúde

Imagem: Marcello Oliveira / 98 LIVE

Secretário de Saúde de BH: quem escolher vacina poderá ir para o fim da fila

Jackson Machado disse que não quer chegar no ponto já adotado pela prefeitura de São Bernardo do Campo, mas que poderá usar a mesma estratégia para evitar os "Sommeliers de vacina"

Por Marcello Oliveira

Em entrevista coletiva na tarde desta quinta-feira (01) na Prefeitura de Belo Horizonte, o secretário municipal de saúde, Jackson Machado fez um alerta para os chamados sommeliers de vacina: quem deixar de se imunizar por não ter a vacina da marca desejada pela pessoa, ela poderá ser colocada no final da fila e receber a dose da vacina apenas quando terminar a vacinação do público de 18 anos.

“Não quero chegar nesse ponto e adotar medida similar ao que foi adotada em São Bernardo, mas se precisar, podemos fazer assim também”, alertou o secretário.

O município citado como exemplo por Jackson Machado, São Bernardo do Campo (SP) anunciou através do prefeito Orlando Morando (PSDB), que as pessoas que se recusarem a tomar a vacina contra a covid-19 da marca que estiver disponível nos postos de saúde vão para o fim da fila de imunização da cidade. A passa a valer a partir desta quinta-feira (01).

Atualmente, São Bernardo do Campo está vacinando pessoas com mais de 43 anos por meio de agendamento prévio. Quem não quiser tomar o imunizante contra a covid-19 que estiver disponível no momento em que a vacinação foi agendada terá de assinar um documento específico. "Se você se recusar a assinar, duas testemunhas que estão trabalhando assinarão dando fé", explica Morando.

As pessoas que recusarem imunizantes serão submetidas ao fim da fila de vacinação e só serão imunizadas depois que o último adulto de 18 anos tiver tomado a vacina contra a covid-19 na cidade.

"Eu tenho insistido que vacina não é para escolher. Você lembra a marca da vacina que tomou de gripe? Não lembra. Você lembra, quando era jovem, a vacina que a sua mãe te deu de sarampo, de rubéola?", questiona o prefeito. "Ninguém nunca pediu marca de vacina. Por que agora, na maior pandemia da humanidade, as pessoas querem escolher vacina?"

Segundo o prefeito, na terça-feira (29), cerca de 200 pessoas se recusaram a tomar algum tipo de imunizante em São Bernardo do Campo. Desse modo, a medida está sendo adotada em resposta aos chamados "sommelier de vacina", que vão atrás de marcas específicas do imunizante.

"Sem nenhum constrangimento, é um direito seu. Aqui ninguém faz nada obrigado. Mas também é um direito nosso colocá-lo no fim da fila, porque você tem o direito da sua vacina, mas não está tomando porque não quer”, diz Morando. 

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