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Imagem: Fiocruz/Divulgação

Sobe para oito o número de casos de varíola dos macacos em Minas

Outros 10 casos ainda estão sendo investigados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG)


Por João Henrique do Vale

Minas Gerais confirmou mais cinco casos de varíola dos macacos. Agora, são oito pessoas no estado mineiro com a doença. Os moradores são de Belo Horizonte e Sete Lagoas, cidade da Região Central. Outras 12 notificações estão sendo investigadas. Exames dos pacientes estão sendo analisados pela Fundação Ezequiel Dias (Funed)

A Secretaria de Estado de Saúde (SES/MG) esclarece que dos oito casos confirmados, um voltou de viagem recente da Europa, outros seis paciente deslocaram para São Paulo, e um dos infectados foi contato de outro que esteve no estado paulista. A fonte provável de contaminação dos oito casos foi por contato íntimo.

Todos os moradores confirmados com a doença são homens, com idades entre 23 e 46 anos. O estado de saúde deles é estável. Os pacientes seguem em isolamento domiciliar. Ao todo, 31 notificações da doença foram registradas em Minas, segundo o Ministério da Saúde. Deste total, 12 ainda são investigadas e outros 11 foram descartadas. 

Transmissão

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. O contato pode ser por abraço, beijo, massagens ou relações sexuais. A doença também é transmitida por secreções respiratórias e pelo contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies utilizadas pelo doente.

Não há tratamento específico, mas os quadros clínicos costumam ser leves, sendo necessários o cuidado e a observação das lesões. O maior risco de agravamento acontece, em geral, para pessoas imunossuprimidas com HIV/AIDS, leucemia, linfoma, metástase, transplantados, pessoas com doenças autoimunes, gestantes, lactantes e crianças com menos de 8 anos de idade.

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início dos sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele, geralmente na boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

Para a prevenção, deve-se evitar o contato próximo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado, assim como com qualquer material que tenha sido usado pelo infectado. Também é importante a higienização das mãos, lavando-as com água e sabão ou utilizando álcool gel.

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