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Saúde

Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Sociedade sugere quatro semanas entre vacina e mamografia

A recomendação é da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que alerta para possíveis confusões entre uma reação comum ao imunizante e sintomas de câncer de mama

Por Estadão conteúdo

Mulheres que fazem mamografia de rotina devem realizar o exame antes de tomar a vacina contra a covid-19 ou quatro semanas após a segunda dose. A recomendação é da Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), que alerta para possíveis confusões entre uma reação comum ao imunizante e sintomas de câncer de mama.

Vilmar Marques, presidente da SBM, explica que a vacina é a inoculação de uma partícula que cria um processo inflamatório, podendo causar reação local e regional. A reação local é percebida horas após a vacinação, quando o braço fica vermelho, duro e inchado. A reação regional está ligada à inflamação dos linfonodos. Se a vacina é aplicada no braço, isso pode se refletir na axila ou na região cervical, surgindo "caroços" nessas regiões. "É algo comum e acontece com várias outras vacinas. Nada mais é do que uma resposta do seu organismo", diz Marques.

De acordo com a entidade, a linfonodopatia axilar foi relatada por 11,6% das pessoas que receberam a vacina contra a covid-19 da Moderna, imunizante não usado na campanha de vacinação no Brasil, mas que tem sido aplicado em maior quantidade nos Estados Unidos. Outras vacinas que provocam uma resposta imune forte como a do sarampo e a da influenza podem levar à reação. "Se a paciente apresentar uma linfonodopatia axilar ou cervical logo após a vacina, isso muito provavelmente é uma reação ao imunizante", diz o presidente da entidade. A recomendação para que mulheres façam mamografia antes da vacinação ou quatro semanas após a segunda dose é para evitar erros no diagnóstico.

Carteiros. O Ministério da Saúde anunciou na tarde desta terça-feira a inclusão de bancários e funcionários dos Correios na lista de prioridade para vacinação contra a covid-19. O governo não explicou como a vacinação vai funcionar, mas prometeu lançar nota técnica sobre o assunto "nos próximos dias"

De acordo com o anúncio, a decisão foi tomada pelo ministro Marcelo Queiroga após reunião com representantes da categoria. A pasta não falou quando vai começar a imunização do grupo nem quantos funcionários dos Correios serão imunizados. Entre os bancários, a estimativa do governo é vacinar mais de 500 mil pessoas. O País ainda não concluiu a vacinação dos grupos prioritários, que correspondem a cerca de 78 milhões de pessoas.

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