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Saúde

Vacinação será nacional para evitar “corrida maluca”, diz Romeu Zema

Governador iniciou hoje série de coletivas com balanço das ações no estado

Por Lucas Rage

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, iniciou hoje a série de coletivas com balanço das ações do estado, em 2020.

Entre as pautas abordadas, Zema falou sobre a campanha de vacinação contra a Covid-19 em Minas.

Segundo o governador, o estado vai acompanhar o Governo Federal, de modo a não priorizar municípios quando a vacina chegar. Veja os principais pontos da coletiva:

“Corrida maluca”

“Eu sou da opinião que todo o plano de vacinação Nacional, como o da meningite lá atrás, poliomielite (...) funcionaram bem e são exemplares para o mundo. E com certeza a vacinação da Covid também tem que ser nacional. Caso algum governador crie um plano próprio, nós estaremos criando uma corrida maluca, afirmou.

Todo mineiro que quiser ser vacinado, vai ser vacinado. Não vai faltar vacina para ninguém. Tem que ficar claríssimo. E eu sou da opinião que todo brasileiro merece ser vacinado, caso queira. E não alguém que mora em um estado que tenha um laboratório, continuou.

“Estamos trabalhando junto com o Ministério da Saúde para elaborar um plano nacional. O plano será nacional. Não é justo que uma pessoa que mora em um estado seja vacinado antes”. 

“Nós temos trabalhado com o ministério da Saúde diariamente. Se uma vacina não homologada pela Anvisa vier a ser homologada, ela vai ser distribuída nacionalmente. Não é legal que um estado tenha um tratamento prioritário, ou um tratamento injusto. Caso contrário o que nós vamos ter é um verdadeiro tumulto”.

“A vacina precisa ser feita no âmbito nacional por que ela demanda um controle”, completou

Politização da vacina

Zema criticou ainda alguns governantes brasileiros, pelo que ele chama de “politização da vacina”. Tem se gerado uma polêmica muito grande a respeito da vacinação. Infelizmente muitos governantes têm abordado a questão de forma política. Como fizeram no início da pandemia — para quem não se lembra, no início da pandemia muito governante falou da compra de respiradores, que estava construindo hospital de campanha, que isso e aquilo... Nós só trabalhamos. E temos hoje a menor taxa de óbito do Brasil”.

“Seria muito cômodo para mim, para o Carlos [Amaral, Secretário de Sáude], assinar um papel e falar “já compramos a vacina para os mineiros”

Zema reiterou o objetivo do governo de seguir o Plano Nacional de Imunização. “Vacinação, toda ela no Brasil historicamente foi conduzida nacionalmente. Não vai ser diferente agora. Vamos sair do mundo da fantasia e entrar no mundo da realidade.

O governador ainda teceu críticas a outros países, como a Venezuela. “Hugo Chávez, Nicolás Maduro, estão iludindo os venezuelanos. Nós precisamos de Angela Merkel aqui no Brasil, e não de Nicolas Maduro e Hugo Chávez”, afirmou. "Olha o que fizeram na Venezuela, fazendo propaganda desse jeito. Falando 'eu vou resolver o problema'. Resolve o problema que apresenta o menor número [de óbitos] como temos apresentado aqui.“, completou. Onde que tá o menor número de óbitos no Brasil? Minas Gerais. Isso é resultado, o resto é falação”.

O Estado já adquiriu 50 milhões de seringas agulhadas, além de câmaras refrigeradas para que possamos conduzir esse processo, que é de fundamental importância”, assegurou.

“Foguete para Marte”

Romeu Zema criticou anúncios de governantes — como o prefeito de BH Alexandre Kalil e o governador de São Paulo, João Dória — de compra de vacinas ainda em fase de testes. "Nós estamos assistindo governantes, prefeitos, procurando holofotes para falar que vai conseguir vacinação na frente". Se você olhar o quadro da Anvisa, verá que ninguém até o momento solicitou registro na Anvisa. E tem gente falando que já comprou vacina. É muito estranho isso. É igual alguém aqui falar que comprou um foguete que vai para Marte”, declarou.

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