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Imagem: BRUNO HADDAD/CRUZEIRO

Mais um ano desperdiçado pelo Cruzeiro

Que 2022 seja a temporada de mudança de chave na Raposa


Esporte

Leandro Cabido

Comentarista Esportivo


Bom, sejamos realistas. 

A temporada de 2021 para o Cruzeiro foi um caos. Talvez, a única alegria de fato que a torcida teve foi a vitória sobre o Atlético na primeira fase do Campeonato Mineiro. Um feito comemorado na época, mas cá entre nós: muito distante das grandes conquistas celestes ao longo de seus 100 anos de história.

A sensação que tenho é que foi mais um ano perdido. Um ano em que o clube não aprendeu as lições necessárias para avançar e para evoluir. Continuar na Série B em 2022 é só mais um dos milhares de castigos que o torcedor passa. 

E honestamente, só o torcedor me interessa hoje.

Quando a Raposa começou seu planejamento para este ano, acreditei em algumas decisões. Porém, com o passar do tempo, vi que tudo não passava de uma ilusão inocente em querer acreditar que tudo podia melhorar. 

Um clube sem filosofia, sem gestão, que vive à mingua com seus problemas financeiros e não existe nenhum plano que ajude a ajustar as contas. O presidente atual trabalha basicamente implorando empréstimos ou, como no início de seu mandato, fazendo vaquinhas online para tentar arrecadar de alguma forma.

Definitivamente, isso não é gestão.

Agora vemos com clareza que a única saída do Cruzeiro, baseada em que tem a caneta na mão, diga-se, é a criação da S.A. do clube.

Eu sou muito a favor da criação da empresa de futebol dentro da Raposa. Aliás, não só nos celestes, mas como também em todos os outros clubes. É importante para uma gestão mais transparente ter um dono para o torcedor (claro, transformado em cliente) apontar o dedo e responsabilizar quem quer que fosse em situações adversas.

Porém, se a montagem não for feita com excelência, pode significar mais problemas do que soluções. Em algum momento, voltaremos a discutir esse assunto novamente.

Agora, vamos nos ater ao restante de 2021.

Qual será a melhor saída? Já liberar jogadores que não farão parte do grupo na próxima temporada? Desenvolver os jovens para entrar em um novo ano com muito mais desenvoltura?

A permanência de Vanderlei Luxemburgo é certa? E os jogadores que voltam de empréstimo? Será que com algum pode ser utilizado? Contratações? Será um bom caminho?

Bom, essas perguntas serão respondias nas próximas semanas. A única certeza que eu tenho é que tudo precisa ser esclarecido com a maior transparência possível.

A minha esperança é de que pessoas competentes trabalhem em soluções para voltar o Cruzeiro não só para a Série A do Campeonato Brasileiro, mas também, para o lugar de destaque que sempre teve no cenário internacional do futebol. 

Um grande clube como o Cruzeiro não pode continuar na Série B por tempo indeterminado. É preciso fazer mais e com mais competência. 

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* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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