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Cultura

Imagem: Instituto Estrada Real / Divulgação

O que é a Estrada Real?

Com mais de 1600 km, entenda por que a rota se tornou um dos principais destinos turísticos do Brasil!

Notícias

Daniel Magalhães Junqueira

Coluna de Turismo assinada por Daniel Magalhães Junqueira - Presidente do Instituto Estrada Real


Estrada Real é um termo encontrado para descrever parte dos caminhos por onde escoaram o ouro e os diamantes retirados das terras mineiras e transitaram o gado e escravos introduzidos nas Minas Gerais, que no passado partiam dos portos de Paraty e do Rio de Janeiro, passando por Vila Rica, para atingir o arraial do Tijuco, hoje Diamantina.

São mais de 1600 km que se transformaram em um dos principais corredores turísticos do Brasil. Por isso, a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) criou em 1999, o Instituto Estrada Real.

E qual o objetivo da criação do Instituto Estrada Real?

Uma entidade sem fins lucrativos, que organiza, fomenta e gerencia o produto turístico Estrada Real, que transformou o antigo caminho, aberto há mais de 300 anos pela Coroa Portuguesa, em um destino reconhecido no Brasil e no exterior. O produto Estrada Real nasceu não só para dar um impulso à indústria do turismo mineira, como também para promover a convergência de todos os programas de entidades e municípios, que atuam de forma isolada.


No que consiste o produto Estrada Real?

Os velhos caminhos, que serviram ao Império, servem agora, de trajeto para mais de 2,5 milhões de turistas por ano em Minas Gerais, gerando uma receita de cerca de US$ 1,25 bilhão. E desta vez, os dividendos ficam aqui, entre mineiros, cariocas e paulistas.

A Estrada Real, que tem em um de seus extremos a cidade de Diamantina, se divide em quatro caminhos. São trechos de asfalto, terra batida e pedras, colocadas no chão por escravos, uma a uma.

O Caminho Velho partindo de Ouro Preto, segue por Congonhas, atravessa o Sul de Minas e as 7 cidades do estado de São Paulo até alcançar Paraty, no Rio de Janeiro.

Já o Caminho Novo, aberto a partir do Rio de Janeiro, passando por Petrópolis em direção ao sudeste mineiro, cruza cidades como Santos Dumont, Ouro Branco e encontra-se com o Caminho Velho em Ouro Preto. Este trecho teve sua construção iniciada em 1698. Garcia Rodrigues Paes, filho do famoso bandeirante Fernão Dias Paes, foi o encarregado da empreitada.

Muitas críticas foram feitas a respeito do trecho da Serra do Couto, próxima à cidade de Petrópolis, com um trajeto íngreme e perigoso. Entretanto, as tropas e os viajantes continuavam a encarar o novo caminho, com economia de tempo de viagem significativa. Por volta de 1720, a Coroa Portuguesa determinou exclusividade do tráfego do ouro oficial pelo Caminho Novo.

O Caminho dos Diamantes, de Ouro Preto a Diamantina, surgiu a partir da descoberta de diamantes na região do Serro do Frio. Com 160 km de extensão, o Caminho do Sabarabuçu segue margeando o rio das Velhas e tem a Serra da Piedade – Caeté, do alto dos seus 1.762 metros, como um dos atrativos.


Como esses caminhos são sinalizados?

Para materializar esses trajetos foram instalados 1.818 marcos no eixo principal dos 4 caminhos que formam a Estrada Real – Velho, Novo, dos Diamantes e Sabarabuçu – e 726 placas rodoviárias em sua área de abrangência.

Os marcos são instalados, no máximo, 2km um do outro, em locais de pontos de bifurcação ou que geram dúvidas ao viajante. Para não se confundir, aí vão algumas dicas:

1. A ponta superior do marco não indica para onde você deve ir. Siga o caminho em que o marco está. No caso de uma bifurcação, se o marco estiver à esquerda da via, é para seguir à esquerda.

2. Nos marcos há o traçado da Estrada Real e a indicação: "Você está aqui", mostrando a localização geográfica do lugar.

3. A placa triangular instalada abaixo do marco contém informações históricas sobre o local, coordenadas geográficas (latitude e longitude), cidades próximas e a numeração no final — que pode ser encontrada nas planilhas de navegação.

4. Na sua viagem, estranhe se você andar mais de 2 km sem ver um marco, principalmente em trechos com muitas bifurcações. Adote essa informação como referência para saber se você está no caminho certo da Estrada Real.

5. Alguns marcos podem estar encobertos pela vegetação. Fique atento as planilhas de navegação. O marco é a principal sinalização que direciona os viajantes quanto ao caminho correto e mostra a localização geográfica do lugar. No nosso site estradareal.org.br você encontrará mais informações e as planilhas de navegação na página Roteiros Planilhados.

Vimos então que os caminhos Velho, Novo, dos Diamantes, Sabarabuçu e seus 1818 marcos instalados formam a Estrada Real. Uma rota histórica que se transformou em um destino imperdível!

E nos próximos programas falaremos um pouco mais de cada caminho da Estrada Real. Um conjunto de atrativos que diferenciam a região do restante do país e que possui quatro Patrimônios Culturais da Humanidade. Aguardamos vocês! Estrada Real: Uma estrada, seu destino!



* Esta coluna tem caráter opinativo e não reflete o posicionamento do grupo.
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